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Domingo, 19 de Julho de 2009
PARADA GAY DE BRASILIA
Capital orgulhosa
30 mil pessoas participaram da 12ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília neste domingo
por Redação MundoMais
BRASÍLIA – Cerca de 30 mil pessoas participaram da 12ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, neste domingo, 19. Os números foram divulgados pela Polícia Militar.
A concentração começou às 14h30 e a passeata saiu às 15h30 da 111 Sul e em direção à Rodoviária do Plano Piloto. O tema deste ano foi Jovens LGBT: inclusão e cidadania.
Durante a manifestação a coordenação de pesquisas doEstruturação – Grupo LGBT de Brasília realizou uma pesquisa com 300 pessoas para dar respostas sobre o evento. O resultado será divulgado em agosto.
Antes do evento, a Associação da Parada do Orgulho LGBTS, vendeu produtos arco-íris, como pulseiras, jogos americanos e camisetas com a palavra diversidade escrita em francês, inglês, espanhol e italiano. O valor será revertido para custeio da parada.
Este ano, a Brasiliatur apoiou a Parada com a instalação de postos de apoio, banners e 70 banheiros químicos ao longo do percurso. Muitas pessoas capricharam nas fantasias coloridas, que ganharam mais cor com o belo dia de sol na capital federal.
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Uma questão de justiça
A PROCURADORIA Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que reconheça a união estável entre homossexuais como obrigatória. De acordo com o texto que acaba de ser submetido à corte, o não reconhecimento de tais uniões denota o descumprimento dos princípios constitucionais de dignidade da pessoa humana, igualdade, vedação das discriminações odiosas, liberdade e proteção à segurança jurídica.
De fato, chegou a hora de o país equalizar os direitos de casais homossexuais aos de casais heterossexuais na chamada união estável -dispositivo previsto no Código Civil, mas apenas para uniões entre homem e mulher. Sem confundir-se com casamento, trata-se aqui de um contrato, registrado em cartório, que formaliza uma relação já existente e distribui às partes direitos e deveres, os quais, para casais heterossexuais, já estão estabelecidos. Assistência de planos de saúde, transmissão de heranças, garantias sobre bens imóveis e até o pagamento de impostos são prejudicados por conta da falta do reconhecimento automático por parte do Estado, no caso de homossexuais, de documentos que provam a união estável.
O texto da Procuradoria Geral salienta que "a efetivação de direitos fundamentais não pode ficar à mercê da vontade ou da inércia das maiorias legislativas", em alusão ao fato de o Congresso ainda não ter aprovado leis que garantam a essas pessoas a possibilidade de terem sua união reconhecida formalmente. Se ainda cabe esperar do Legislativo uma resposta definitiva a esse respeito, como a aprovação da união civil entre homossexuais, faz sentido que o Supremo também interceda no tema.
Está em foco, afinal, um assunto constitucional, que diz respeito às garantias fundamentais dos cidadãos. Estender a casais homossexuais o reconhecimento, pelo Estado, da união estável é apenas uma questão de justiça. De justiça que tarda.
Folha de S. Paulo, segunda-feira, 06 de julho de 2009
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