Há vários tipos de comportamentos homofóbicos. Há os escancarados e os disfarçados. Na verdade os homofóbicos não conseguem conviver bem com a diversidade sexual. Alguns comparam gays a pedófilos( grande ironia, parece que a pedofilia tambem não ocorre entre os héterossexuais), outros à fornicadores,( não devem existir fornicadores heterossexuais) e há os que defendem que os que se masturbam se tornam gays ( adolecentes heteros nunca se masturbaram).
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terça-feira, 2 de junho de 2009
PARA ISSO HÁ LEI!
Há vários tipos de comportamentos homofóbicos. Há os escancarados e os disfarçados. Na verdade os homofóbicos não conseguem conviver bem com a diversidade sexual. Alguns comparam gays a pedófilos( grande ironia, parece que a pedofilia tambem não ocorre entre os héterossexuais), outros à fornicadores,( não devem existir fornicadores heterossexuais) e há os que defendem que os que se masturbam se tornam gays ( adolecentes heteros nunca se masturbaram).
o lado ruim dos programas de calouros!



Muito se fala de Susan Boyle e seu ingresso repentino no mundo da fama. Não estão , os que aplaudem o aludido programa, percebendo a frieza e a crueldade com que Susan seria execrada diante de centenas de expectadores não fosse o fato de ter impressionado o mundo com sua voz. Todos, jurados, plateia, ao assitirem o atual fenômeno do Orkut e do mundo estavam de fato preparando a sua ridicularização pública.Ela seria ridicularizada, espezinhada e ofendida e tratada preconceituosamente se não tivesse uma linda voz, essa é a verdade. Os jurados, como acontece em ídolos, estavam esperando mais uma vitíma a ser publicamente escarnecida por eles.
"Especialistas indagam se programas como "Britain's Got Talent" e "American Idol" não seriam desnecessariamente crueis.
O jurado Simon Cowell, em particular, é conhecido pela aspereza com que critica alguns artistas menos talentosos, às vezes sob os olhares de dezenas de milhões de pessoas.
Uma das finalistas ao lado de Boyle, Hollie Steel, de 10 anos, chorou enquanto se apresentava na semifinal e suplicou para que lhe deixassem tentar novamente. Para muitos, era jovem demais para participar do programa.
E uma candidata potencial ao "American Idol" ridicularizada por Cowell após sua audição teria cometido suicídio em novembro passado, diante da casa da jurada Paula Abdul.
O jurado Piers Morgan comentou: "Não há nada que os britânicos - e eu sou tão culpado quanto todos - gostem mais do que criar um grande 'hype' em torno de pessoas e depois derrubá-las ao chão".
A aparência desarrumada de Boyle e seu jeito idiossincrático desafiaram a ideia que as pessoas fazem de como deve ser uma celebridade, levando comentaristas a indagar por que as pessoas ficaram tão surpresas pelo fato de uma mulher descrita como "desleixada" e "anjo peludo" pudesse ser tão talentosa" .Da Reuters
No Brasil temos progamas como Astros que fazem ibope ridicularizando os que se apresentam em seus palcos e não se saem bem. A nossa constituição, baseada no direito humano Francês que veio para por fim à exploração da mão de obra pela revolução industrial, defende a dignidade da pessoa humana.
Será que as centenas de pessoas que se apresentam nesses programas com seus sonhos e muitas vezes impulsionadas por uma crença em si mesmas, mesmo que ingênua às vezes, de que possuem algum talento merecem descobrir suas fragilidades e falta de capacidade artistica por meio de alguns que se entitulam jurados e que ao descobrirem que tais pessoas não possuem o tão almejado talento se divertem com elas expondo-as, com seus sentimentos e seus sonhos acalentados, ao ridículo diante de centenas ou mesmo milhares de pessoas?
A televisão brasileira ainda engatinha, sabemos disso, na sua qualidade. Programas, para não dizer coisas mais ofensivas, ridículos como "Ratinho" e companhia, ainda exercem poderes na mídia, trazendo para os lares brasileiros o que há de mais ofensivo e de pior qualidade.
Eu posso mudar o canal da minha televisão e não assistir a essa turba. Mas o que dizer dos milhares de brasileiros que seduzidos por uma chance de carreira artistica se apresentam nos palcos desses programas e inocentemente são vitimas da execração pública?
segunda-feira, 1 de junho de 2009
"Você não pode ser gay no Irã"


BABETH BETTENCOURT
da BBC Brasil
Os gays do Irã vivem sob constante ameaça não apenas da polícia e do governo, como também da sociedade, disse à BBC Brasil o ativista Arsham Parsi, diretor executivo da IRQO (Iranian Queer Organization), uma organização iraniana que luta pelos direitos dos homossexuais.
"A vida para um gay iraniano é muito dura, por falta de informação sobre o assunto e falta de segurança também. Ele tem que usar uma máscara 24 horas por dia. Você não pode ser jovem e gay no Irã", disse Parsi à BBC Brasil.
O próprio presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deu uma idéia do drama enfrentado pelos gays no seu país, ao declarar, em uma palestra em Nova York, que não havia homossexuais no Irã.
"Ele [Ahmadinejad] nega a minha existência, assim como nega a existência do Holocausto e de prisioneiros políticos no Irã", disse Parsi.
Fuga
Falando do Canadá pelo telefone, Parsi conta que teve de fugir do Irã em 2005 quando descobriu que a polícia estava atrás dele.
Desde 2001 ele dirige uma organização de defesa dos direitos dos homossexuais.
"Comecei a organização no Irã através de uma rede de e-mails. Ela foi crescendo e em 2005 recebi ameaças por ser ativista. Eu trabalhava em casa, tinha meu telefone divulgado, e a polícia havia me rastreado. Quando descobri, deixei o Irã em dois dias, e nunca mais voltei", ele conta.
Um dos trabalhos da IRQO é, justamente, apresentar relatórios e divulgar, em outros países, a situação dos homossexuais no Irã.
"No passado", diz ele, "era mais difícil para homossexuais iranianos conseguir asilo em outros países por serem gays, já que não havia conhecimento dos riscos. O Ministério da Justiça nega que haja perseguição ou punição aos gays no país, mas sabemos que não é bem assim".
"Mesmo fora do país, muitos iranianos gays não assumem sua sexualidade, por temer a reação de suas famílias e da comunidade."
O próprio Parsi conta que, apesar de ser ativista pelos direitos gays, dar entrevistas e falar sobre o assunto na mídia internacional, a família dele não sabe que ele é homossexual.
Mas, desde que se mudou para o Canadá, Parsi explica que se sente livre para falar e fazer campanha pelo assunto.
Sharia
Segundo Parsi, de acordo com a lei islâmica Sharia, os homossexuais podem ser perseguidos e condenados à morte por apedrejamento, forca, corte por espada ou sendo jogados do alto de um penhasco. Um juiz da corte islâmica decide como ele deve ser morto.
"É impossível saber os números de execuções por homossexualidade, porque eles não são divulgados pelo Ministério da Justiça."
"Muitos não chegam a ser presos ou perseguidos pela polícia, mas são executados pela própria família", diz ele, "em geral, a sociedade apóia a perseguição dos gays."
Parsi explica que falta informação no país, onde se aprende na escola que a homossexualidade é proibida e vai contra as leis de Deus.
"Os iranianos não têm idéia da diferença entre homossexualidade, sodomia e pedofilia. Eles acham que homossexuais estupram crianças."
"Quando concluí que era gay sofri muito, me voltei para o islamismo, rezava para Alá 24 horas por dia pedindo que ele me fizesse uma pessoa melhor", conta Parsi.
Uma das propostas da IRQO é, justamente, educar a comunidade iraniana, dentro e fora do país, sobre a questão gay.
Mudanças
O diretor-executivo da IRQO conta que, na sua infância, não lembra de jamais ter visto a questão ser tratada pela mídia, mas, segundo ele, isso está mudando.
Ele próprio deu entrevista recentemente para o serviço persa da BBC, transmitido no Irã, e outras revistas abordam o assunto.
Parsi explica que a internet é o principal meio de comunicação da comunidade gay e que com o aumento da informação circulando, mais e mais escritores e poetas homossexuais vêm se manifestando e escrevendo sobre o assunto.
Sua organização recebe cerca de cem e-mails por dia de pessoas pedindo informações, e a revista online por eles editada tem 5.000 assinantes.
"As pessoas me dizem que o homossexualidade está começando a ser aceita no Irã. Eu digo que não, mas que pelo menos agora mais gente sai do armário."
