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terça-feira, 2 de junho de 2009

o lado ruim dos programas de calouros!





Muito se fala de Susan Boyle e seu ingresso repentino no mundo da fama. Não estão , os que aplaudem o aludido programa, percebendo a frieza e a crueldade com que Susan seria execrada diante de centenas de expectadores não fosse o fato de ter impressionado o mundo com sua voz. Todos, jurados, plateia, ao assitirem o atual fenômeno do Orkut e do mundo estavam de fato preparando a sua ridicularização pública.Ela seria ridicularizada, espezinhada e ofendida e tratada preconceituosamente se não tivesse uma linda voz, essa é a verdade. Os jurados, como acontece em ídolos, estavam esperando mais uma vitíma a ser publicamente escarnecida por eles.

"Especialistas indagam se programas como "Britain's Got Talent" e "American Idol" não seriam desnecessariamente crueis.


O jurado Simon Cowell, em particular, é conhecido pela aspereza com que critica alguns artistas menos talentosos, às vezes sob os olhares de dezenas de milhões de pessoas.

Uma das finalistas ao lado de Boyle, Hollie Steel, de 10 anos, chorou enquanto se apresentava na semifinal e suplicou para que lhe deixassem tentar novamente. Para muitos, era jovem demais para participar do programa.

E uma candidata potencial ao "American Idol" ridicularizada por Cowell após sua audição teria cometido suicídio em novembro passado, diante da casa da jurada Paula Abdul.

O jurado Piers Morgan comentou: "Não há nada que os britânicos - e eu sou tão culpado quanto todos - gostem mais do que criar um grande 'hype' em torno de pessoas e depois derrubá-las ao chão".

A aparência desarrumada de Boyle e seu jeito idiossincrático desafiaram a ideia que as pessoas fazem de como deve ser uma celebridade, levando comentaristas a indagar por que as pessoas ficaram tão surpresas pelo fato de uma mulher descrita como "desleixada" e "anjo peludo" pudesse ser tão talentosa" .Da Reuters

No Brasil temos progamas como Astros que fazem ibope ridicularizando os que se apresentam em seus palcos e não se saem bem. A nossa constituição, baseada no direito humano Francês que veio para por fim à exploração da mão de obra pela revolução industrial, defende a dignidade da pessoa humana.

Será que as centenas de pessoas que se apresentam nesses programas com seus sonhos e muitas vezes impulsionadas por uma crença em si mesmas, mesmo que ingênua às vezes, de que possuem algum talento merecem descobrir suas fragilidades e falta de capacidade artistica por meio de alguns que se entitulam jurados e que ao descobrirem que tais pessoas não possuem o tão almejado talento se divertem com elas expondo-as, com seus sentimentos e seus sonhos acalentados, ao ridículo diante de centenas ou mesmo milhares de pessoas?

A televisão brasileira ainda engatinha, sabemos disso, na sua qualidade. Programas, para não dizer coisas mais ofensivas, ridículos como "Ratinho" e companhia, ainda exercem poderes na mídia, trazendo para os lares brasileiros o que há de mais ofensivo e  de pior qualidade.

Eu posso mudar o canal da minha televisão e não assistir a essa turba. Mas o que dizer dos milhares de brasileiros que seduzidos por uma chance de carreira artistica se apresentam nos palcos desses programas e inocentemente são vitimas da execração pública?



segunda-feira, 1 de junho de 2009

"Você não pode ser gay no Irã"



BABETH BETTENCOURT
da 
BBC Brasil

Os gays do Irã vivem sob constante ameaça não apenas da polícia e do governo, como também da sociedade, disse à BBC Brasil o ativista Arsham Parsi, diretor executivo da IRQO (Iranian Queer Organization), uma organização iraniana que luta pelos direitos dos homossexuais.

"A vida para um gay iraniano é muito dura, por falta de informação sobre o assunto e falta de segurança também. Ele tem que usar uma máscara 24 horas por dia. Você não pode ser jovem e gay no Irã", disse Parsi à BBC Brasil.

O próprio presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deu uma idéia do drama enfrentado pelos gays no seu país, ao declarar, em uma palestra em Nova York, que não havia homossexuais no Irã.

"Ele [Ahmadinejad] nega a minha existência, assim como nega a existência do Holocausto e de prisioneiros políticos no Irã", disse Parsi.

Fuga

Falando do Canadá pelo telefone, Parsi conta que teve de fugir do Irã em 2005 quando descobriu que a polícia estava atrás dele.

Desde 2001 ele dirige uma organização de defesa dos direitos dos homossexuais.

"Comecei a organização no Irã através de uma rede de e-mails. Ela foi crescendo e em 2005 recebi ameaças por ser ativista. Eu trabalhava em casa, tinha meu telefone divulgado, e a polícia havia me rastreado. Quando descobri, deixei o Irã em dois dias, e nunca mais voltei", ele conta.

Um dos trabalhos da IRQO é, justamente, apresentar relatórios e divulgar, em outros países, a situação dos homossexuais no Irã.

"No passado", diz ele, "era mais difícil para homossexuais iranianos conseguir asilo em outros países por serem gays, já que não havia conhecimento dos riscos. O Ministério da Justiça nega que haja perseguição ou punição aos gays no país, mas sabemos que não é bem assim".

"Mesmo fora do país, muitos iranianos gays não assumem sua sexualidade, por temer a reação de suas famílias e da comunidade."

O próprio Parsi conta que, apesar de ser ativista pelos direitos gays, dar entrevistas e falar sobre o assunto na mídia internacional, a família dele não sabe que ele é homossexual.

Mas, desde que se mudou para o Canadá, Parsi explica que se sente livre para falar e fazer campanha pelo assunto.

Sharia

Segundo Parsi, de acordo com a lei islâmica Sharia, os homossexuais podem ser perseguidos e condenados à morte por apedrejamento, forca, corte por espada ou sendo jogados do alto de um penhasco. Um juiz da corte islâmica decide como ele deve ser morto.

"É impossível saber os números de execuções por homossexualidade, porque eles não são divulgados pelo Ministério da Justiça."

O ativista explica, no entanto, que a homofobia no Irã não parte apenas do governo.
"No ano passado, por exemplo, soubemos do caso de um pai que ateou fogo e matou o próprio filho, de 18 anos, quando descobriu que ele era gay, para manter a honra da família."

"Muitos não chegam a ser presos ou perseguidos pela polícia, mas são executados pela própria família", diz ele, "em geral, a sociedade apóia a perseguição dos gays."

Parsi explica que falta informação no país, onde se aprende na escola que a homossexualidade é proibida e vai contra as leis de Deus.

"Os iranianos não têm idéia da diferença entre homossexualidade, sodomia e pedofilia. Eles acham que homossexuais estupram crianças."

"Quando concluí que era gay sofri muito, me voltei para o islamismo, rezava para Alá 24 horas por dia pedindo que ele me fizesse uma pessoa melhor", conta Parsi.

Uma das propostas da IRQO é, justamente, educar a comunidade iraniana, dentro e fora do país, sobre a questão gay.

Mudanças

O diretor-executivo da IRQO conta que, na sua infância, não lembra de jamais ter visto a questão ser tratada pela mídia, mas, segundo ele, isso está mudando.

Ele próprio deu entrevista recentemente para o serviço persa da BBC, transmitido no Irã, e outras revistas abordam o assunto.

Parsi explica que a internet é o principal meio de comunicação da comunidade gay e que com o aumento da informação circulando, mais e mais escritores e poetas homossexuais vêm se manifestando e escrevendo sobre o assunto.

Sua organização recebe cerca de cem e-mails por dia de pessoas pedindo informações, e a revista online por eles editada tem 5.000 assinantes.

"As pessoas me dizem que o homossexualidade está começando a ser aceita no Irã. Eu digo que não, mas que pelo menos agora mais gente sai do armário."

domingo, 31 de maio de 2009

FILHO PERDOA-NOS, PERDOA-NOS!


Não entendia direito o que se passava em seu peito!
 Sempre fora um menino comportado, bom estudante, um bom menino digamos assim. Seus pais o elogiavam, seus tios diziam amá-lo muito e parecia muito feliz, bastante feliz.... Mas...sim..sentia falta de   algo. 
sentia-se sozinho e por mais que lhe cercasse o amor dos seus, não era  suficiente o bastante.  Seus primos amavam suas meninas e com elas riam e saiam e divertiam-se. Ele tinha seus primos suas amigas e todos lhes eram importantes demais...mais...
-Mãe posso falar contigo? 
Como não esperar do colo da própria mãe a compreensão, o amor e a colhida que lhe faltava tanto no colégio, nos shoppings, entre os amigos e amigas?
- Filho fala, conta-me o que te aflige! 
Pobre mãe, não sabia neste momento que uma avalanche lhe desabaria pela face e que, pior que as cataratas do niágara, faria grande estrago em sua relativa tranquilidade.
 Amaria se seu filho fosse  especial ou se não pudesse se locomover direito. Amaria até se não tivesse o esplendor da visão. 
Seu filho era lindo, inteligente , esperto e com um belo fisico em seus 17 anos. 
-Mãe, eu estou apaixonado!
ah. que mal pode haver nisso? refletira quase que instantaneamente aquela mãe. 
- tudo bem meu filho, me fale dela.
-Não...não é ela mãe , é ele. é o Junior!
De repente para aquele jovem o mundo mudara. Sua mãe, sempre tão terna, parecia resistir em ouvir o que ele queria falar. Transtornada somente repetia;
- O que seu pai vai dizer disso? e minhas amigas da igreja? e teus primos? você enloqueceu? 
Destemperada  sua mãe rompera-se em um choro alucinante antevendo tantos embaraços que teria diante daquela confissão.
Logo o pai esbravejaria e lhe diria que melhor seria ter um filho morto.
seus avós foram mais compreensivos, talvez a idade e o cansaço da vida lhes tivessem dado mais sabedoria ou simplesmente, com a avançada idade, não se preocupavam nada com a opinião dos outros senão com a felicidade do seu neto.
 Sofrendo e Chorando viu os seus  reagirem contra, como se amar de forma tão diferente  fosse o mais horrendo dos crimes que pudesse cometer.

Sem entender no que se transformara seu mundo; Magoado, pressionado pela familia, pela igreja, confuso e sentindo-se acuado e sem qualquer possibilidade de defesa tomou a pior de todas as decisões: era indigno da própria vida, era uma pessoa suja, um lixo. Com o amor próprio aniquilado pelas criticas e sem enxergar a exuberância e autencidade de sua existência deu um fim à sua jornada na terra.
Aquela atitude surpreendeu a todos: Sua mãe percebeu o quanto fora injusta ao não ouvir a pessoa que mais amava na vida, seu pai que dissera, sem pensar, que preferia um filho morto, viu  ser atendida a sua petição. 
Diante do túmulo do jovem rapaz, seu namorado, que tentara de tudo para que ele superasse aquela situação, lembrava-se dos momentos tão importantes que ele lhe proporcionara e dizia:
-Obrigado, obrigado!
Seus pais, seus tios, transtornados com o arrependimento, percebiam que se tivessem por um único momento  tentado ouvir aquele jovem , se pelo menos o tivessem aceito do jeito que ele era, se..se..se.. diziam expressando uma dor insupórtavel:
-Perdoa-nos, ainda que não possamos mais ouví-lol, pelo amor de Deus perdoa-nos!