
CARTA A UM AMIGO.
Amigo, já te fizeram tantas que nem dá para comentar.
Quantas vezes o criticaram por cada gota de sangue que corre por entre sua pele.
Já tentaram imitar-te como se você quisesse ser um modelo para alguém, quando na verdade podiam-se ouvir seus gritos:
-Não façam isso. Isso vicia isso destrói, essas são as marcas da minha dor, são minhas marcas.
Uma senhora uma vez buscando um médico disse-lhe:
- Senhor, sinto muita dor, muita dor mesmo!
-Deve ser nas juntas? Reumatismo?
-Não doutor!
-Deve ser na cabeça?
-Não doutor, o senhor não entende.
-Minha senhora, a senhora precisa me dizer claramente onde está a doer, pois senão eu não consigo descobrir o que está acontecendo.
-è lá dentro doutor.
O Médico logo solicitou um cardiograma, um exame pulmonar, um exame de oxigenação, mandou tirar a pressão e nada.
-Senhora, tudo parece em perfeito estado, nada pode estar doendo assim.
AH, doutor, o senhor não entende mesmo, é mais dentro ainda, é Na Alma!
O médico não podia curar a dor da Alma!
As pessoas sofrem e reagem de formas diferentes. A sociedade é Como uma fabriqueta que age Como se todos os seres fossem iguais, mas Deus os fez diferentes.
Às vezes te ofendem, sei disso. Destratam-te, também sei disso. Quantas e quantas vezes fostes agredido quando na verdade só querias ser sincero e verdadeiro?
Somos diferentes amigos. Eu carrego em meus ombros a minha Cruz e você a sua, mas’ sabemos o peso da Cruz, sentimo-la rasgar profundamente nossas carnes e fazer sangrar nossos corpos.
Eu não me sangro, mas sangro muitas vezes por dentro, podes crer nisso amigo.
O que nos une é a dor, infelizmente, o preconceito, infelizmente.


